Sento-me perante um senhor que reside diariamente num dos espaços sombrios da função pública mas que não parece ter-se deixado contagiar pelas gélidas feições que brotam nas personagens ao seu redor.
A leveza na sua expressão e a paciência na conversa espantam. E o à vontade nas palavras sugerem segurança por detrás de um trabalho repetitivo. E um olhar mental que parece descobrir a aptidão profissional dos intervenientes que se sentam à sua frente. Como um vidente administrativo.
Comprimento despedida, agradecido por um momento surreal naquele que é o local de desgaste psicológico. Sigo para o resto do dia com uma nova imagem daquela instituição.
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